segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Governo do Rio rejeita porto da Petrobrás

A Petrobras teve rejeitado pelo governo do Estado do Rio o projeto de construir um porto exclusivo na Baía de Sepetiba para o apoio às operações do pré-sal na Bacia de Santos. O argumento apresentado para o veto é o de que a região está saturada de grandes empreendimentos industriais e portuários. A falta de portos apropriados na costa fluminense é um dos obstáculos à atuação da Petrobrás nas bacias petrolíferas de Santos e de Campos (RJ).

Os seis portos fluminenses estão congestionados ou são inadequados à atividade petrolífera. A Petrobrás tem um terreno às margens da baía, de 10 milhões de metros quadrados, mas, a contragosto, terá que dividir o cais a ser construído com a siderúrgica Gerdau e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Elas pleiteavam portos próprios e são donas de áreas vizinhas. Agora, as três terão que apresentar um projeto conjunto, a ser submetido à análise dos órgãos ambientais e econômicos do Estado.

A intenção da Petrobrás era fazer daquele trecho da baía de Sepetiba - na altura do município de Itaguaí - uma nova Imbetiba, praia de Macaé (litoral norte fluminense), onde, nos anos 70, montou a base territorial da Bacia de Campos. A Baía de Sepetiba seria, segundo o planejamento, a base portuária para o pré-sal de Santos.

A partilha com as siderúrgicas foi a condição da Secretaria de Desenvolvimento Econômico para autorizar o porto pleiteado pela Petrobrás, que previa investir US$ 2,7 bilhões em um terminal de líquidos, criando 26 mil empregos diretos e indiretos. A expectativa era de movimentação de 600 embarcações por mês em apoio ao offshore de Santos. Com a unificação, o plano terá que ser modificado, diz o secretário Júlio Bueno, que defende "um projeto integrado para minimizar impacto e maximizar o espaço".

Para a subsecretária estadual de Energia, Renata Cavalcânti, "a questão da base da Petrobrás é urgente" e "importantíssima para o Estado". Ela estima para 2015 ou 2016 a inauguração do novo porto, caso sejam vencidas as etapas de aprovação e licenciamento.

Renata defende a necessidade de preservar a Baía de Sepetiba para que não se repita a história de destruição ambiental ocorrida na Baía de Guanabara. Em Mangaratiba, cidade próxima ao terreno da Petrobrás, o governador Sérgio Cabral tem casa de veraneio em condomínio de luxo. Na baía, já há instalações agressivas ao meio ambiente, como o porto de Itaguaí, a siderúrgica CSA, unidades industriais e estaleiros. Inicialmente, a Secretaria de Desenvolvimento Econômica recebera projetos de 11 portos na Baía de Sepetiba.

"Não é possível isso. Selecionamos cinco projetos, que viraram dois. Além da parceria Petrobrás/Gerdau/CSN, teremos um porto partilhado entre LLX (grupo controlado pelo megaempresário Eike Batista) e Usiminas (siderúrgica)", disse ela.

O diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, afirmou que o veto decorreu da falta de espaço para três portos vizinhos de grande porte. Segundo ele, o porto conjunto tem um projeto esboçado, mas não o revelou sob a justificativa de que há um acordo de confidencialidade. Gerdau e CSN não comentaram o assunto.


Fonte: Estadão Online

sábado, 20 de agosto de 2011

ESTÁGIO DE ENGENHARIA

Área de Atuação da Empresa: Indústria

Departamento: Engenharia de Produto (DT) e Engenharia Projetos Industriais (DPPI)

Procuramos estudantes dos cursos:

» Eng. Elétrica de Automação e Controle
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» Engenharia Ambiental
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» Engenharia Industrial Têxtil
» Engenharia Mecânica
» Engenharia Mecatrônica
» Engenharia Metalúrgica
» Engenharia Naval
» Engenharia Química

Periodo:

5º  até  8º Turno do estágio:
Manhã /  Tarde /  Sexo do candidato:
Indiferente Número de Vagas: 15
Bolsa Auxílio:

Não informado. Benefícios:
Fábrica - Refeição no local e auxílio transporte Barra - TR (R$ 19,00/dia) e auxílio transporte

UF / Cidade / Bairro:
Rio de Janeiro  /   Rio de Janeiro  /   Barra da Tijuca
Instituições de Ensino Desejadas:

Cefet Rio
Estácio de Sá
Gama Filho
PUC Rio
Rural
UEZO
UFF
UFRJ
UNIRIO

Habilidades Desejadas: Pacote Office

Idiomas Desejados: Inglês

Principais Atividades A Desenvolver:

O estagiário atuará nas áreas de pesquisa/desenvolvimento de produtos e engenharia de projetos industriais.

Perfil do Candidato:

Estudantes de Engenharia, que tenham interesse nas áreas de pesquisa/desenvolvimento de produtos e engenharia de projetos industriais. Informática: Bom domínio do Pacote Office. Idiomas desejados: Inglês (nível intermediário) e francês (será um diferencial). Local de trabalho: Barra ou Campo Grande. Periodo: Manhã ou Tarde

Para fazer o cadastro, clique aqui.


Fonte: Instituto Capacitare / Vaga CAP002210
      





  

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Falta de equipamentos limita avanço do Pré-Sal

O desenvolvimento do pré-sal já esbarra em gargalos da indústria de sondas e equipamentos. Ontem o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, disse que a demora na entrega de equipamentos encomendados no exterior está atrasando o desenvolvimento de projetos e pode até comprometer os investimentos este ano - já reduzidos da previsão inicial de R$ 93 bilhões para R$ 84,7 bilhões no Plano de Negócios da estatal divulgado em julho.

Segundo Gabrielli, a empresa tem projetos, tem recursos, mas demanda maior capacidade da indústria mundial de atender no prazo as encomendas. "De 13 sondas compradas no mercado externo para operar este ano, 6 chegaram com atraso e ainda estamos no aguardo de outras 7 que já deveriam ter chegado", comentou em entrevista exclusiva ao Estado, após participar do seminário Os Novos Desafios do Pré-Sal promovido ontem pelo Grupo Estado em parceria com o Instituto Fernand Braudel, em São Paulo.

A ideia de realizar o evento surgiu depois da publicação no Estado, entre fevereiro e junho, de uma série de artigos do diretor do instituto, Norman Gall. Na avaliação de Gall, o Brasil precisa de um debate mais amplo e profundo ante os enormes desafios e riscos que a exploração do pré-sal impõe. "No início, fiquei entusiasmado com o pré-sal. Depois, comecei a ficar preocupado quando o presidente Lula disse que as descobertas eram um bilhete da loteria premiado."

Para Gabrielli, apesar de os desafios serem enormes, a empresa está preparada. "A Petrobrás é a maior exploradora de petróleo em águas profundas do mundo." Ele afirma que haverá maior concentração de investimentos no segundo semestre, para acelerar projetos que ficaram parados pela falta desses equipamentos. De janeiro a junho, a Petrobrás investiu apenas R$ 32 bilhões do total previsto para 2011.

Para o período entre 2011-2015, do total do Plano de Negócios, de US$ 224 bilhões, o pré-sal é o que concentra os volumes mais expressivos. São 42% do total nas fases de desenvolvimento dos campos já conhecidos e na área recebida do governo por meio da cessão onerosa durante o processo de capitalização. Esses recursos vão permitir elevar a produção do pré-sal, que hoje responde por 5% de toda a produção no país para algo em torno de 40% em 2020.

"O pré-sal vai produzir, em 2020, 2,7 milhões de barris por dia. O volume corresponde ao que produzimos hoje. Ou seja, levamos 54 anos para chegar à nossa produção atual, crescendo 10% ao ano nos últimos 30 anos. E vamos levar os próximos nove anos para produzir essa mesma quantia no pré-sal", disse o presidente da estatal.

Além da demanda aquecida no mercado mundial, a Petrobrás enfrenta a necessidade de cumprir as exigências de conteúdo nacional, ficando à mercê de custos mais elevados da cadeia de petróleo no País e sujeita à falta de capacidade de absorver as encomendas nos prazos adequados. Segundo Gabrielli, para atingir a meta de produção de 6 milhões de barris por dia em 2020 será necessário implementar 35 sistemas de produção entre 2015 e 2020.

"Cada um deles significa milhões de trabalhadores treinados, milhares de fornecedores, milhões de certificados, toneladas de contratos. Até 2013, já temos contratados todos os equipamentos que precisamos e estamos contratando o que vamos precisar em 2014. Mas cumprir esses prazos não depende de nós. Depende da cadeia de fornecedores do Brasil e fora do País."

Política industrial. Gabrielli afirmou que em breve o setor deverá contar com uma política industrial para tentar resolver esses gargalos. "O governo vai lançar e vai ser bem boa. O governo está preocupado com a questão." Para o analista do BTG Pactual, Gustavo Gattass, o ritmo da indústria local e a falta de espaços para fazer a integração das plataformas em território nacional pode ser um obstáculo ao rápido desenvolvimento do pré-sal. "A Petrobrás terá de instalar 54 novos sistemas de produção até 2020. Nos últimos dez anos, das 36 unidades instaladas, 13 foram realizadas aqui. Dá para fazer tudo aqui? Dá. Mas vai levar mais tempo. Por isso, o governo e a sociedade vão ter de decidir se querem isso ou não."

Gattass defendeu que a Petrobrás pudesse aproveitar que atualmente está desenvolvendo as áreas adquiridas nas primeiras rodadas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) - e que não tinham a exigência de conteúdo nacional - para direcionar encomendas para o exterior.

Para o diretor-geral da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), Eloi Fernández y Fernández, as principais barreiras para a indústria nacional se tornar competitiva estão relacionadas à carga tributária, ao câmbio e ao custo de capital. Para ele, seria fundamental que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) fosse o "maestro" de um instrumento de execução da nova política industrial. Além dos especialistas acima, participaram do evento ontem, a diretora da ANP, Magda Chambriard e o diretor para a América Latina do Revenue Watch Institute, Carlos Monge.

Fonte: Estadão Online

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Programa Trainee - Conexão Mills 2012


Objetivo:


Garantir profissionais preparados em médio prazo, visando suportar o crescimento projetado da Mills:

§ Captar e formar profissionais que desenvolvam carreira executiva e, no futuro, ocupem posições-chave na Mills;

§ Capacitar pessoas para o crescimento projetado e os futuros desafios da companhia.

§ Criar backups para as posições de liderança.


Perfil do Trainee Mills:


§ Profissionais com cursos superior completo, com graduação prevista até dezembro de 2011 ou com no máximo 3 anos de formado, nos cursos nos cursos de Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Engenharia Mecânica, Engenharia Mecatrônica, Engenharia Elétrica, Administração, Comunicação Social e Marketing;

§ Conhecimentos de informática;

§ Inglês intermediário;

§ Mobilidade geográfica.


Etapas do processo seletivo:


§ Inscrição online através do site;

§ Preenchimento da Ficha de Carreira online;

§ Check up de Carreira e aplicação de provas presenciais (raciocínio lógico, inglês e português);

§ Prova oral de Inglês;

§ Painel Executivo e redação em português;

§ Entrevistas individuais.


Participação de funcionários da Mills:


§ As inscrições estão abertas para funcionários da Mills.


Sobre o programa:


§ Os candidatos selecionados para as vagas de Trainees Mills terão como formação inicial na empresa o Programa Conexão Mills, desenhado especificamente para esse público com o objetivo de acelerar a capacitação dos mesmos.

§ O Programa tem início previsto para janeiro/2012 e terá duração de 8 meses, sendo dividido por quatro módulos: comportamental, ferramentas, negócios e liderança, que permitirão um desenvolvimento progressivo do Trainee.

§ O LAB SSJ, empresa parceira da Mills no desenho e gestão do Programa, utiliza como base para escolha e organização desse conjunto de atividades a Andragogia (método de aprendizagem orientado para adultos), tornando a assimilação do conteúdo mais eficaz devido à utilização de soluções de aprendizagem inovadoras e estimulantes.


AS INSCRIÇÕES ESTARÃO ABERTAS A PARTIR DE 8 DE JULHO ATÉ 4 DE SETEMBRO DE 2011. INSCREVA-SE PELO SITE: www.mills.com.br

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Petróleo fecham em alta em Londres e em Nova York

Os preços do petróleo terminaram em alta nesta quinta-feira em Nova York e em Londres, acompanhando a alta dos mercados financeiros e sustentados por dados sobre o emprego nos Estados Unidos, que superaram as expectativas dos especialistas.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do West Texas Intermediate (designação do "light sweet crude" negociado nos EUA) para entrega em setembro terminou cotado a 85,72 dólares, em alta de 2,83 dólares em relação à quarta-feira.

No IntercontinentalExchange de Londres, o barril de Brent do mar do Norte com igual vencimento subiu 1,34 dólar, fechando a 108,02 dólares.

Segundo os analistas, o mercado oscilou ao ritmo dos temores ou esperanças dos investidores.

"A inversão de humor do mercado aconteceu devido aos dados semanais sobre emprego", explicou o analista Matt Smith.

Segundo o governo, as novas solicitações de seguro-desemprego nos Estados Unidos mantiveram sua tendência de baixa na primeira semana de agosto, com 395.000 pedidos, sinal positivo muito bem recebido pelos investidores após a divulgação de uma série de indicadores ruins sobre o crescimento econômico nos últimos dias.

Os mercados foram animados também pelo anúncio de um encontro a ser realizado na próxima terça-feira entre o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, para tratar da reforma financeira na Zona Euro.

O barril do WTI já havia recuperado mais de 3 dólares na quarta-feira, na contramão da queda da Bolsa. Os investidores haviam priorizado a queda espetacular e inesperada dos estoques de petróleo nos Estados Unidos.

Segundo Andy Lipow, da Lipow Oil Associates, o pessimismo que ainda impera entre os investidores vem da percepção de que os governos "não têm tomado medidas suficientes para enfrentar a desaceleração econômica", num momento em que as previsões de crescimento e de criação de empregos têm sido revisadas para baixo.

Fonte: uol.com